Informações-chave e alertas para viajantes da América Latina e do Caribe · quinta-feira, 1º de outubro de 2026
O português é falado nativamente por mais de 200 milhões de pessoas, mas é idioma oficial em apenas 9 países. Então, fora dos países lusófonos, o viajante lusófono raramente encontra a mesma cobertura linguística.
Os Estados Unidos e a Europa concentram os gastos internacionais dos brasileiros: juntos, 77% das transações internacionais com cartão no primeiro trimestre de 2026, com a Europa levemente à frente. Miami e Orlando têm boa cobertura em português graças à comunidade brasileira estabelecida na Flórida; em Massachusetts (Boston/Framingham), o mesmo vale por uma comunidade lusófona de décadas. Na Europa, Portugal oferece suporte nativo completo, e França e Espanha — dois dos destinos históricos mais procurados por brasileiros — costumam ter algum atendimento em português nos polos turísticos mais movimentados.
A Ásia é hoje o destino que mais cresce entre os brasileiros e entre outros viajantes lusófonos. Para os brasileiros, as buscas por voos para o Japão subiram 53% no fim de 2025/início de 2026, e Tóquio liderou o ranking de destinos em alta com um salto de 346% nas reservas — impulsionados pela isenção de visto, prorrogada até setembro de 2029, e por roteiros culturais. Destinos do centro e leste europeu como Zurique, Viena e Cracóvia também vêm crescendo com força. Nenhum desses mercados tem suporte consistente em português relevante fora dos circuitos turísticos mais movimentados, uma lacuna que cresce junto com o interesse do viajante brasileiro por esses lugares.
As autoridades recomendam que os viajantes com qualquer itinerário que inclua a região mais ampla do Oriente Médio consultem em tempo real as recomendações de viagem do Ministério das Relações Exteriores de seu país antes de partir, e verifiquem imediatamente as condições de reembolso e os termos de seu seguro de viagem, já que algumas apólices excluem expressamente a cobertura em situações de guerra ou conflito armado.
As autoridades recomendam confirmar que as vacinas contra tétano, hepatite A/B e sarampo estejam em dia antes de qualquer viagem internacional, especialmente ao viajar com crianças.
Muitos países não têm acordos de reciprocidade em atendimento médico com as nações latino-americanas. As autoridades recomendam contratar um seguro de viagem com cobertura médica para viagens fora da região.